Muitos de nós, profissionais ou simpatizantes da área temos contatos com provas de cor afim de melhorar o resultado final do trabalho, ainda mais se trabalharem na área de embalagem, o que é o meu caso.

Abaixo segue um texto explicando um pouco sobre o fenómeno de metateria, uma palavrinha estranha porem que deve ser levada em consideração no caso da avaliação de provas. Vamos ao texto de Harley Alves:
“Copiar uma cor com precisão não depende somente da mistura de corantes, mas sim da escolha dos pigmentos corretos. A composição química de uma cor deve ser a mesma em sua reprodução, caso contrário, essa cópia pode apresentar variações de tonalidades conforme o tipo de iluminação. A não concordância entre os corantes da matriz e os que têm a cópia, provoca o que se conhece por metameria de iluminante.
Como se sabe, a luz interfere diretamente na percepção das cores. A metameria provoca formas diferentes de absorção da luz e, logo, cores em tons diferentes. Ela sempre vai ocorrer de forma comparativa, avaliando uma matriz com sua reprodução. Dependendo da luz a que são expostas, até podem ‘parecer’ que são da mesma cor, mas sob a luz natural fica mais evidente que não representam o mesmo tom de cor.

No setor automotivo, este resultado é sempre evitado. Como a alteração do tom da cor também depende dos tipos de iluminante, o carro teria um tom de cor na luz do sol e outro sob a luz artificial. Isso acontece devido ao uso de pigmentos com características químicas diferentes, ao realizar a cópia da cor em caso de repintura.
André Cabral Martins, coordenador do curso de Colorimetria do Colégio Benjamim Constant, de São Paulo, explica que esse efeito das cores decorre da curva de cada cor. Ele informa que cada pigmento possui uma vibração, que vai indicar a sua cor e onde ela está posicionada dentro do espectro das sete cores visíveis. Essa posição é identificada através do espectrofotômetro, um aparelho que mensura as cores. ‘É a reflectância – assim é chamada a vibração de cada pigmento – que vai determinar a cor específica de um objeto.’
Martins observa que na metameria as curvas de cor são diferentes e que em certos tipos de iluminante é possível perceber a alteração da cor, que nem sempre é bem vinda.
O engenheiro químico Pedro Gargalaca Filho, da empresa Cor e Aparência, especializada em medição de cores, reforça que existem ainda outros três tipos de metameria: as de geometria, de distância e metamerias humanas.
Todas implicam na alteração das cores. O engenheiro explica que nas metamerias de geometria, as cores mudam conforme o ângulo que são vistas. Nas metamerias de distância, a alteração da cor está relacionada à distância do objeto observado, trazendo uma sensibilidade maior ou menor para percepção das cores.
Já as metamerias humanas decorrem de uma diferença genética que influencia a capacidade para enxergar a intensidade de uma cor. Gargalaca diz que esse é um caso particular de cada pessoa, na qual os cones, as células do olho responsáveis pela recepção de cores e formas, possuem maior ou menor capacidade para perceber a saturação das cores.”
Texto original de Harley Alves: http://www.mundocor.com.br/cores/metameria.html






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